Sei que não estou sozinha

Quem nunca sentiu uma grande angústia por não conseguir afetar alguns alunos, que atire a primeira pedra. Fazer parte deste grupo é algo que vem acabando com o meu sono. Tenho em minha alma um sentimento de tristeza por ser incapaz de alcançar, de atingir ou de causar impacto (mesmo que fosse um impacto ruim) em algumas crianças. Às vezes, chego a me sentir como um fantasma, pois para elas sou tão invisível quanto um. Aliás, um fantasma lhes causaria medo e eu, nem isto e nem nada.

Já me perguntei diversas vezes “o que é que estou fazendo de errado?”, porém ainda não encontrei a resposta. A turma com a qual trabalho atualmente, um quarto ano do ensino fundamental I, me trouxe esta angústia. Já havia passado por esta situação, mas não com a intensidade com a qual me deparei neste ano.

Está difícil trabalhar deste jeito. E percebo que a causa deste problema tem relação direta com a falta de cobrança dos pais. Detectei esta causa por três motivos:

1- ao enviar bilhetes aos pais falando sobre a falta de interesse dos filhos não obtive respostas ou sequer um visto de ciência; 

2- por mandar lição para casa e ter retorno de apenas vinte e cinco por cento da sala, quando muito;

3- por conversar com os pais na porta da sala, na hora da saída, diversas vezes sobre o mesmo problema e não perceber a menor diferença nos respectivos alunos.

Meu problema só aumenta, pois já estamos no fim do terceiro bimestre e a situação continua a mesma. Será que no próximo ano esta angústia também me assolará? Bem, como para todo bom professor a esperança é a última que morre, eu ainda espero alcançar meus objetivos com estes alunos e, não ter o mesmo problema no ano que virá.

Com tudo isto, parece que uma música toca aos meus ouvidos

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita…

Formada!!

Em março, tive a imensa alegria de colar grau e receber um diploma de Pedagoga. Não consigo expressar em palavras a emoção que senti ao vestir a beca para me reunir a tantos outros formandos que, assim como eu, também estavam envolvidos pelo sentimento de alegria.

Foi empolgante e, ao mesmo tempo, assustador fazer o juramento diante de tantas pessoas, parecia que ali triplicara a responsabilidade de trabalhar corretamente e dentro do que se faz necessário para a formação de pessoas capazes de atuar na sociedade em que vivem.

Porém, passado o susto, gostaria de registrar meus agradecimentos aos meus ótimos professores que trabalharam com muito carinho, dedicação e extrema competência. Muito obrigada a todos vocês!

Professores x Computadores

Há alguns anos, os computadores vêm vencendo a batalha travada com os professores. O fato de despertarem muito mais a atenção das crianças e adolescentes tem gerado uma espécie de desconforto dos professores em relação ao trabalho desempenhado em sala de aula sem o uso de micros.

Porém, há que se pensar em uma nova forma de se chegar ao resultado eficiente por um novo meio. E isto é o mais interessante das novas tecnologias, o fato de ter de descobrir a maneira de adequar algo que já se faz a uma ferramenta nova e não a ferramenta ao que já se faz, porque  dessa forma tira-se do novo a sua novidade transforma-o em algo sem atrativos e comum.

Há, ainda, uma grande discussão acontecendo em torno do uso de computadores na educação, leia sobre TECNOLOGIA = FERRAMENTA + IMAGINAÇÃO no blog do Profº Jarbas.

O uso de blogs também permeiam a discussão, pois é um ambiente de relações pessoais, de comunicação entre estas e têm como conseqüência o conhecimento que se adquire por meio da comunicação aberta, porém, este não deve ser transformado em um espaço limitado a uma mera “transmissão” de conteúdos sistematizados pela escola. Clique aqui para inteirar-se a respeito do uso de blogs na educação.

O primeiro blog

Criar um blog é, realmente, algo diferente. Entrei em um site e tive que explorar o que havia dentro dele, foi praticamente um exercício de adivinhação. Se parar para pensar é algo divertido e interessante. Estou conhecendo um novo universo. Agora eu só preciso de um ônibus espacial que me leve ainda mais alto para eu conhecer mais profundamente todo o espaço.


 

maio 2012
S T Q Q S S D
« set    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Autores


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.